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O movimento de ocupações estudantis

Author: Adriana Alves Fernandes Costa
Author: Luis Antonio Groppo
Date:
Language: Portuguese
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A coletânea analisa uma série de ações coletivas potentes do ponto de vista político e formativo: as ocupações estudantis no Brasil em 2015 e 2016. Nessas ações coletivas, adolescentes e jovens tomaram as rédeas da resistência contra o retrocesso político e social perpetrado por um golpe institucional e um governo que despejou uma série de medidas de cunho neoliberal e conservador. Mas também se tratou de um movimento que trouxe à luz a capacidade dos estudantes serem sujeitos de sua própria história e guiarem, sozinhos ou ao lado de gerações mais velhas, seu processo educativo. O movimento que abordaremos teve a adesão de estudantes em praticamente todos os estados brasileiros, além do Distrito Federal, com diversas motivações e em diferentes tempos: tanto em reação à reestruturação do sistema educacional, quanto em reação à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n° 241/2016 1 e à Medida Provisória n° 746/2016. 2 A nosso ver, esses projetos e a contraofensiva dos estudantes interferiram nas reconfigurações da estrutura do sistema educacional brasileiro e nos processos formativos de alunos e professores. A abertura traz uma entrevista concedida pela estudante secundarista paranaense, Ana Júlia Ribeiro, na qual reflete, quase um ano depois, sobre sua participação na ocupação de sua escola, seu discurso na Assembleia Legislativa do Paraná e a escola pós-ocupação. A primeira parte, “Contextos e Discursos de luta dos movimentos estudantis”, traz um olhar panorâmico sobre as ocupações, precedido da análise do contexto político e educacional que deu origem a tais movimentos. As ocupações são tratadas como parte do ciclo de ações coletivas iniciado, no Brasil, com as Jornadas de Junho de 2013, ciclo esse em que os jovens têm tido papel de grande relevância. Já a segunda parte, “Espaços de ocupação e resistências”, explana a análise de movimentos de ocupação ocorridos em 2015 e de 2016. Destaca-se a onda nacional de ocupações do segundo semestre de 2016, que se iniciou como uma ação dos secundaristas do Paraná contra a proposta do governo Temer de reforma do Ensino Médio, mas que atingiu estudantes da Educação Superior e se vinculou, em alguns locais, a greves de servidores da educação pública federal.

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Publisher: Pedro & João Editores
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